Posfácio
Posfácio do livro "A Emergência das Sociedades de Comuns"
Sobre a homeostase
A homeostase nasce do ‘ecossistemas darwin’. O seu ADN vem deste sistema de inovação e criatividade que emergiu na darwin no início da década de 2010. Desde a sua criação que tem explorado o novo, quer na sua vertente de negócio, quer na vertente organizacional. Fundada pelo Rui Aires, Paulo Costa e Marco de Abreu.
Na sua vertente de negócio, a homeostase é uma boutique especializada em ‘big data’, em particular no uso ético de dados e na segurança dos sistemas de informação que usamos na internet e nos nossos telemóveis. Contribuir para as organizações, como sistemas vivos, manterem condições internas estáveis, mesmo diante de mudanças no ambiente externo. Num mundo cada vez mais digital, em que as organizações digitalizam as suas fundações de negócio - fundações de negócio digitais - como podemos contribuir para um uso ético e seguro das tecnologias e sistemas de informação?
Ao nível organizacional, há duas iniciativas que se apresentam na linha das Sociedades Regenerativas que o Marco apresenta no seu livro.
A equipa auto-organizada. As pessoas que fazem parte da homeostase são todos sócios e co-criam a organização no tempo. Usam o círculo e suportam a sua decisão de forma dialógica. Treinaram-se em sociocracia 3.0 e em Possibility Management. O trabalho emocional, o cuidar uns dos outros e a meditação são parte do quotidiano da homeostase e das suas pessoas. As pessoas são convidadas a ser completas. O modelo de negócio é transparente, em que cada pessoa recebe pela sua colaboração directa na organização, participa nas decisões e quando sai da organização, é feito um acordo para deixar de ser sócio por um período máximo de 10 anos. Foi aplicado a um dos sócios fundadores.
A outra iniciativa foi a experiência de transformar a homeostase numa organização de comuns: Homeostase - Organização de Comuns. Desenhamos o modelo, apresentamos as pessoas e convidamos a sua participação. Na votação feita a equipa, as pessoas não aprovaram a transformação e o projecto, cerca de 2/3 não estavam disponíveis. Na altura éramos 12 pessoas. O trabalho para uma organização de comuns implica esforço e dedicação de todos, bem como desenvolvimento humano para a co-criação e compromisso. Algumas das pessoas não estavam disponíveis para esse passo e preferiram manter a natureza da colaboração típica nas Sociedades de Mercado.
A homeostase tem feito parte desta caminhada para as Sociedades Regenerativas e das Sociedades de Comuns, que o Marco trata nos seus livros, sendo o seu principal contributo na organização e no uso da tecnologia. Vemo-nos como autores e co-criadores e para nós faz todo o sentido apoiar o Marco na escrita destes livros e torná-los disponíveis para todas as pessoas que estão a trabalhar na transformação das sociedades e na evolução cultural.
De seguida, o fundador Rui Aires irá fazer um breve testemunho da sua jornada nesta caminhada que os livros retratam, no seu ‘caminho de órion’.
Rui Aires
No período 2010-2015, o colectivo ‘darwin ecosystem’ fez germinar múltiplos projectos empreendedores em fase startup/seed. A nível pessoal, coincidiu com uma intensa transformação, tanto a nível familiar e social como de desenvolvimento humano interno e interpessoal, assim como o assumir de uma paixão de vida que estava por se manifestar: a exploração de uma veia artística e musical como músico instrumentista em diversos projectos.
Quando os restantes projectos empresariais e empreendedores em que estava envolvido terminam, a homeostase, emerge com mais clareza em mim (2015) de uma forma espontânea, orgânica e natural. Nessa altura, a componente na área de Big Data ganha sustentabilidade financeira para que o meu foco empresarial se torne dirigido e permita um equilíbrio “homeostático” com a manifestação musical, artística e humana.
Ao mesmo tempo, com os restantes sócios, também estabeleceu as bases para a iniciativa da Organização de Comuns, de 2015-2017, mantendo uma simbiose humana e organizacional com os restantes projectos e pessoas (Marco, Paulo) e da restante equipa da homeostase de onde futuros colaboradores vieram para contribuir para a fase de consolidação do negócio no período 2015-2025.
É neste período de 10 anos que a homeostase cimenta a sua posição no mercado português como o primeiro parceiro do fabricante Splunk e atinge o nível mais alto (Elite) de parceria e competência na plataforma líder mundial de BigData e Cybersegurança, com importantes referências no mercado nacional, na área da banca, transportes, comunicações e Estado, sendo reconhecida pelo próprio fabricante e integrando alguns dos seus projecto de Serviços Profissionais em clientes internacionais.




