...o Diálogo e a Arte se juntassem para ir além da polarização ?
E SE...
(projecto apresentado ao Up Grants: https://encc.eu/articles/up-grants)
Título
The Art of Dialogue: Spaceholding for Communities Overcoming Polarisation
Parceria
Associação Estufa
CASA (Casa Atelier Carlos Botelho)
Marco de Abreu
Ideia central
Criar capacidade local em Cascais (Concelho) para diálogo em contextos polarizados, através de:
Formação de facilitadores de diálogo (“spaceholders”) - fase 1 (ver programa)
Organização de diálogos comunitários intersetoriais - fase 2
Integração da arte como ferramenta de escuta coletiva e síntese do diálogo - fase 3
Registo, colheita - fase 4
O projeto conecta diferentes sectores da comunidade — administração local, escolas, centros de saúde, organizações sociais e culturais, e desporto — promovendo a cultura de diálogo, co-criação artística e transformação social.
Estrutura do projeto (3 fases)
Fase 1 — Treino de facilitadores (Spaceholding)
Duração: 3 dias intensivos
Participantes: 12 pessoas de vários sectores da comunidade - exemplos:
Câmara Municipal de Cascais
Juntas de freguesias
Escolas
Centros de saúde / Hospital
ONGs sociais
Organizações culturais
Sector desportivo
Objetivo: Criar uma rede local de facilitadores de diálogo (spaceholders)
Ver Programa
Competências principais:
Segurar o espaço e garantir segurança emocional
Facilitação de círculos de diálogo
Diálogo em contextos de polarização
Escuta profunda e empática
Navegação de tensões e conflitos
Fase 2 — Diálogos comunitários
Após o treino: 6 diálogos intersetoriais, cada um facilitado por uma equipa que fez o treino (3 a 4 pessoas de diferentes sectores).
Participantes: até 20 pessoas por diálogo (total: 120)
Objetivo: Introduzir práticas dialógicas em diferentes sectores da comunidade e, criar vivências de ir para além da tensão, do conflito, da polarização
Exemplos de temas e perguntas:
Qual o papel da educação na formação de cidadãos soberanos ?
Como lidar com a disparidade de rendimentos entre os mais pobres e os mais ricos ?
Como quebrar o ciclo da má nutrição - doença - farmacos - destruição dos solos - má nutrição ?
Como transformar polarização em diálogo construtivo?
Fase 3 — Arte como síntese do diálogo
Cada diálogo inclui um artista convidado, que acompanha o processo e cria uma obra em tempo real - exemplos:
Dança / movimento
Desenho / sketch
Instalação simbólica (e.g. Árvores de desejos ou sonhos)
Poesia / palavra falada
Objetivo: A obra artística torna-se síntese coletiva, refletindo as ideias, tensões e insights do diálogo; entra por outra porta e abre novas portas de diálogo
Fase 4 — Registo / Colheita
Programa criará um registo, um diário, continuado das suas actividades (e.g. canal tipo substack) com textos, videos e fotos, dos participantes.
Objetivo: Criar registo, memória, referência. Documentar. Ajudar no processo de fazer sentido e disseminação da experiência.
Impacto do projeto (foco em polarização)
Fortalecimento da cultura de diálogo
Introdução e disseminação de práticas estruturadas de diálogo em diferentes sectores
Capacitação de multiplicadores locais (facilitadores)
Criação de novos espaços de diálogo
6 encontros comunitários intersetoriais com potencial de continuidade
Expansão da rede de diálogos através dos facilitadores formados
Redução da polarização e promoção de compreensão
Espaços seguros para ouvir diferentes perspectivas
Transformação de tensões em conversas construtivas e decisões coletivas
Integração de arte como linguagem de escuta e síntese
Arte traduz experiências coletivas e torna visível a inteligência coletiva
Expressões artísticas participativas ampliam reflexão e engajamento
Potenciar artistas como facilitadores de transformação social
Artistas usam ferramentas de diálogo para co-criar com entidades sociais intervenções artísticas
Promove ações conjuntas que reduzem polarizações e geram inovação social
Exemplos dos artistas Evgenia Emets com o Eternal Forest e Vergílio Ferreira com a Ci-Clo.
Local e contexto
Concelho e freguesias de Cascais
Diálogos e obras artísticas realizados na Casa do Artista Carlos Botelho (UFCP)
Formulário de candidatura
Online on the link
One-line project description
Building local spaceholding capacity for dialogue and collective transformation to overcome polarisation.
Brief summary of the project and why it’s relevant
The Art of Dialogue: Spaceholding for Communities Overcoming Polarisation strengthens local capacity for dialogue in Cascais. Through training facilitators (“spaceholders”), organizing intersectoral community dialogues, and integrating art as a collective listening tool, the project fosters safe spaces for constructive conversation, reduces polarisation, and empowers both community members and artists to co-create transformative social experiences.
Full project description
The Art of Dialogue: Spaceholding for Communities Overcoming Polarisation builds local capacity for dialogue in Cascais. The project has four phases: (1) training 10 facilitators (“spaceholders”) from diverse sectors to hold dialogue in polarised contexts, (2) hosting 6 intersectoral community dialogues up to 6x20 participants, (3) integrating artists to co-create real-time artistic expressions as collective synthesis, and (4) documenting the process through a public channel. By fostering safe spaces, strengthening dialogue culture, and connecting art with civic engagement, the project reduces polarisation, empowers local facilitators, and promotes transformative social co-creation.
How does your initiative relate to the selected strand?
Our initiative directly addresses the “Dialogue in times of polarisation” strand by creating local capacity to hold structured, safe, and intersectoral dialogues in Cascais. Through training facilitators, hosting community dialogues, and integrating artistic practices, we foster understanding, reduce tensions, and promote constructive exchange between diverse perspectives. The project builds a culture of dialogue, expands spaces for civic engagement, and transforms polarisation into opportunities for collective reflection and social co-creation.
What makes this project innovative?
The project is innovative in combining structured dialogue, intersectoral facilitation, real-time artistic co-creation, and systematic documentation. Local “spaceholders” are trained to hold safe, inclusive conversations, while artists translate collective insights into expressive works. The ongoing record of activities and outputs creates a living reference, enabling replication and adaptation in other communities, offering a dynamic model for dialogue, civic engagement, and transformation in polarised contexts.
How does your initiative contribute to raising awareness about the selected topic? What is the target of the awareness-raising?
The initiative raises awareness of the importance of dialogue in polarised contexts by actively engaging up to 120 community participants across sectors in facilitated conversations. It demonstrates how structured dialogue can transform tensions into understanding and collective insight. Through artistic synthesis, public documentation, and a dedicated Substack channel (e.g.), the project shares experiences, methods, and outcomes with a wider audience, inspiring other communities, civic actors, and artists to adopt similar approaches for dialogue and social cohesion.
How does the project interact with local initiatives/actors? How does it empower local communities?
The project directly engages local actors from multiple sectors—municipal authorities, schools, health centers, NGOs, cultural organizations, and sports clubs—by training 20 local facilitators (spaceholders) who then lead 6 intersectoral community dialogues. This approach empowers communities by creating safe spaces for diverse voices, building local capacity for dialogue, and fostering collaborative problem-solving. Participants become multipliers, enabling sustained dialogue practices and strengthening social cohesion across Cascais.
Give us an estimated impact of your project using quantitative and qualitative indicators
Quantitative impact: 10 trained facilitators, 6 intersectoral dialogues, up to 120 community participants, 6 artistic works produced, 1 ongoing documentation channel (Substack).
Qualitative impact: strengthened culture of dialogue, creation of safe spaces for listening across differences, reduced polarization, enhanced collaborative problem-solving, integration of art as a tool for collective reflection, and empowerment of local communities to replicate dialogue practices.
Why do you need this funding, and how will you use it to improve the project in case you are one of the winners?
This funding will allow us to create a prototype project in Cascais, train 12 facilitators, host 6 intersectoral dialogues, and produce artistic syntheses. It will support documentation of processes, experiments, and outcomes, enabling learning and potential replication by other communities. Funding ensures the project’s impact is maximized, fostering dialogue, reducing polarization, and empowering local communities through experimentation and co-creation.
E SE…
“E SE…” é um espaço no canal, onde crio possibilidades de experimentação para pessoas, famílias, equipas, organizações, comunidades poderem entrarem nas Sociedades Regenerativas e experimentarem modelos diferentes de colaboração, organização, financiamento, educação, bem-estar, …
É um espaço inspirado pelo livro E SE… do Rob Hopkins, co-fundador do Movimento Transição, que a Bambual Editora publica em Português.
Neste E SE… abrem-se portas de experimentação para:
Levar o Diálogo e as conversas em circulo para cada lugar e para as instituições do lugar
O que acontece se em cada lugar houver mais pessoas com as competências do diálogo e sua teoria e que podem facilitar espaços para ir para além da polarização ?
Diálogo entre o dialogo, as artes e a inovação social
Espaços de diálogo e ir além das polarizações
Tornar as competências do diálogo e a capacidade de os facilitar universais
Artistas usarem práticas de diálogo como forma de expressão artísticas e incluído na sua criação cultural e social
Outros E SE… podem ser vistos no link.



