Emoções e o Trabalho Emocional.
As últimas e as próximas de... Marco de Abreu (Dezembro.2025)
Vivemos num tempo em que compreender e experienciar emoções já não é apenas uma questão pessoal ou psicológica: tornou-se uma necessidade vital para a nossa humanidade e para o futuro coletivo. A ciência contemporânea começa a revelar como as emoções funcionam não apenas como respostas mentais ou comportamentais, mas como linguagem biológica das células, influenciando a forma como o nosso corpo, mente e comunidade se organizam e se transformam. Ao mesmo tempo, abordagens espirituais e transformacionais, como as propostas por Gregg Braden, destacam o poder transcendental das emoções, que nos conecta à empatia, à criatividade e à capacidade de moldar a nossa realidade.
Neste contexto, o trabalho emocional surge como ponte entre teoria e prática: não se trata apenas de compreender ou analisar sentimentos, mas de vivê-los conscientemente, reconhecendo-os como fonte de informação vital sobre nós mesmos, os outros e o mundo ao nosso redor. A partir da integração destas perspectivas — científica, biológica, arquetépica e experiencial — este artigo explora como podemos transformar a nossa relação com as emoções, ampliando a consciência, a presença e a ação regenerativa no quotidiano.
Ninguém pode explicar isto!
Neste vídeo (17m), intitulado “One of the Most Unsettling Facts About Consciousness”, somos convidados a acompanhar uma jovem cuja vida é marcada por uma incapacidade inata de sentir emoções como os outros. Ao longo de uma jornada solitária e silenciosa, ela questiona o que realmente significa “sentir”: será que as emoções podem ser plenamente entendidas apenas através da informação? Será que conseguimos desmontá-las em partes e ainda assim preservar o que torna cada uma viva e única? E, sobretudo, será que alguma vez podemos saber, de forma objetiva, aquilo que é ser subjetivo? Este vídeo propõe-se a explorar essas camadas de consciência, emoção e experiência — e a desafiar-nos a olhar para além do que julgamos conhecer. A história é ficção e de alguma forma fala de mim e de partes de mim.
“Emoções: a linguagem das células
Em formas mais evoluídas e conscientes de vida, o cérebro desenvolveu um nível de especialização que permite a toda a comunidade refinar seus sinais reguladores. A evolução do sistema limbico estabeleceu um mecanismo único que converteu os sinais de comunicação química em sensações acessíveis a todas as células da comunidade. Nossa mente consciente interpreta esses sinais como emoções. A mente consciente não só é capaz de “ler” o fluxo d sinais de coordenação celular que compõem toda a “mente” do corpo, como também de gerar emoções, que se manifestam por meio da emissão controlada de sinais pelo sistema nervoso.”
Bruce Lipton, no livro “A Biologia das Crenças” (versão em Português, 2007, Butterfly Editores)
Emoção e Divindade
Gregg Braden, no seu livro Pure Human, 2025, descreve com beleza e eloquência a importância das nossas emoções e do nosso corpo emocional na nossa condição de humano, na nossa humanidade, na nossa “divindade”:
”Our ability to feel and emote what we feel is perhaps one of the most powerful, as well as one of the most hopeful and promising forces in our lives. It’s the power of our emotions that enables us to appreciate the beauty of an evening sunset on a beach, a morning walk in a growing forest, and the sexual chemistry that magnetically attracts us to others. Our emotions also have a direct relationship to the empathy that we may have for others, including our enemies. It’s our empathy for the lives, family, and suffering of those we find ourselves in conflict with that often leads to the negotiations that make peace possible.
Recent discoveries in modern science now add to a growing body of evidence suggesting that our ability to experience emotion in the presence of beauty is more than simply a pleasurable experience; it’s a very real and transformative power. Our experience of beauty, for example, and the emotion that beauty elicits within us, is a direct, sensual, and life-altering experience.
We humans are believed to be the only species of life with the capacity to perceive beauty in the world around us, as well as to seek it out in our everyday lives. It’s through our experience of beauty that we’re given the power to change the sensations we feel in our bodies. Our feelings, in their turn, are directly linked to the way neurons throughout our body “wire” (connect) and “fire” (activate), thus altering the chemistry of our cells and organs. Beauty has the power to change our individual lives, and it’s no exaggeration to say that the same beauty that changes our lives has the power to change our world!
The key to allowing emotions to alter our perceptions and behavior is that we must choose to look beyond the hurt, pain, and suffering that we’re presented with in the moment to recognize the beauty that already exists in all things. Only then will we have unleashed the power that the choice of beauty holds for our lives. And to do so requires the evolution and honing of the power of emotion. Cook sums this up beautifully. “In order to be worth living in, the future needs to be more, rather than less, emotional.”
A experiência das emoções
O Possibility Management é uma prática que valoriza profundamente a perspectiva experiencial das emoções, oferecendo ferramentas para que possamos sentir, explorar e compreender as emoções de forma consciente e integrada. Em vez de simplesmente analisar ou racionalizar os sentimentos, esta abordagem propõe que nos conectemos diretamente com a experiência emocional, reconhecendo cada emoção como uma fonte de informação vital sobre nós próprios, os outros e o mundo ao nosso redor. Através de exercícios que envolvem os 5 corpos somos convidados a observar, acolher e processar emoções como a raiva, o medo, a tristeza e a alegria, permitindo que elas nos guiem em decisões, relações e ações mais autênticas. Assim, o Possibility Management transforma a emoção numa prática viva, onde sentir não é apenas experienciar, mas também criar consciência, presença e transformação.
Abaixo segue uma conversa (60m) com a Patrícia Herdeiro onde trago a minha perspectiva, a minha experiência desta prática.
É tempo de experienciar as EMOÇÕES! Conscientemente!
Vivemos num tempo em que compreender emoções já não é apenas uma questão pessoal ou psicológica: é uma necessidade vital para a nossa humanidade e para o futuro coletivo.a Saúde Mental, é saúde fisíca, intelectual e emocional! Quatro visões — aparentemente distintas — convergem para revelar um mesmo insight profundo.
O primeiro vídeo traz a perspectiva científica (terceira pessoa), introduzida a partir de uma história. Ao seguir a narrativa, sou confrontado com o que significa sentir e como as emoções acontecem em mim: como se manifestam no meu corpo físico, que energia as caracteriza, que informação revelam e quais os seus significados. Que histórias tenho em mim sobre as emoções e sobre o sentir? O parco e confuso conhecimento que a ciência tem sobre as emoções traz-me raiva e tristeza porque há tanto de nós que fica fora da cultura moderna. Há mais de 20 teorias sobre emoções. Este é um território de muita confusão na cultura moderna.
Bruce Lipton (Biologia da Crença, 2007) propõe que as emoções funcionam como a linguagem das células. Em organismos mais evoluídos, o cérebro e, em particular, o sistema limbico, permitem que a comunicação química entre células seja traduzida em sensações acessíveis à consciência. Assim, a mente consciente interpreta essas mensagens como emoções e, ao mesmo tempo, pode influenciar o corpo ao gerar emoções, emitindo sinais controlados pelo sistema nervoso. Em essência, nossas emoções refletem e regulam a coordenação de toda a “comunidade” celular do corpo.
Gregg Braden, no seu livro Pure Human (2025), dá voz à dimensão transformadora das emoções. Ele afirma que a nossa capacidade de sentir é uma das forças mais poderosas e promissoras da vida. Através das emoções, apreciamos a beleza do mundo — o pôr‑do‑sol numa praia, uma caminhada matinal na floresta que cresce, o magnetismo que nos atrai aos outros. As emoções alimentam a nossa empatia — até pelos que consideramos adversários — e moldam a nossa realidade física (as emoções alteram a forma como os neurónios ligam e disparam). Sentir não é apenas um acto interno: é um poder que molda a vida e o mundo. A primeira e a segunda pessoa.
A perspectiva apresentada pelo Possibility Management entra aqui como uma ponte prática entre o sentir e o agir. Esta abordagem parte da premissa de que há quatro sentimentos básicos — raiva, tristeza, medo e alegria — e que cada emoção que experimento pode enquadrar‑se ou combinar‑se dentro destas energias base. A prática sugerida propõe que ao permitir que essas emoções emergem em diferentes “corpos” (físico, mental, emocional, energético, arquetípico) ganha acesso à informação profunda sobre o que me importa, do que preciso e do que quero criar. Perspectiva da primeira pessoa. No artigo Guidelines for Psychopaths, Clinton ilustra para aqueles cuja psicopatia os separa do próprio sentir, o ato de sentir conscientemente revela-se como um percurso árduo mas libertador, onde a vulnerabilidade escolhida e a honestidade implacável abrem, pela primeira vez, a possibilidade real de intimidade humana.
Ao conjugar estas quatro perspectivas, emerge um quadro mais rico:
A jovem que não sente desafia‑nos a questionar os alicerces da nossa experiência emocional (e de como a ciência está a olhar para as emoções).
Lipton mostra como as emoções são a linguagem das células, revelando como cada sensação conecta e regula a comunidade inteira do nosso corpo.
Braden revela-nos o poder transcendental e transformador das emoções.
Possibility Management fornece uma metodologia concreta para navegar no nosso corpo emocional (e nos 5 corpos), reconhecê‑lo, senti‑lo e agir a partir dele.
Na cultura moderna a experiência dos sentimentos acontece inconscientemente, de repente dou por mim com um ataque de pânico, a gritar com alguém, a rir perdidamente numa apresentação de phd ou a chorar compulsivamente a pensar que a vida terminou.. Torna‑se claro que é tempo de deixa de falar de emoções, de expressar as emoções de forma inconscientemente e começar a experienciar emoções, conscientemente — como mudança da consciência - da evolução cultural, da transformação social, na direcção das Sociedades Regenerativas.
As emoções não são um luxo, uma fraqueza ou detalhe da experiência humana: são a essência da nossa humanidade, a ponte entre o subjetivo e o colectivo, entre a consciência e a acção. Ignorar ou subestimar este poder é privar‑me da força mais profunda que possuo. Sentir, compreender e honrar as emoções é um passo essencial para viver com presença, empatia e impacto no mundo.
Promovo programas de Trabalho Emocional — como Empoderamento Emocional, Expand the Box, Wisdom of Change Core Practice ou Empower Your Life — e faço sessões de coaching, porque são espaços onde o corpo emocional é trabalhado de forma profunda. No framework das três linhas de trabalho do desenvolvimento regenerativo, vejo o trabalho emocional como a prioridade da linha individual: aprender a sentir transforma cada pessoa e os sentimentos tornam-se combustível para vidas extraordinárias. Pelo menos para mim tem sido assim. E quando eu me transformo, transformam-se também as minhas relações e as equipas com quem colaboro. Cada um dos 5 corpos tem um lugar a mesa e necessita de trabalho apropriado. Penso que é a grande ausência - Trabalho Emocional - na cultura moderna. A prática do Feelings Practitioner foca-se no corpo emocional - o Possibility Managemente está a fazer-se muita investigação sobre o corpo arquétipico.
Trabalho emocional
O trabalho emocional não é apenas sentir ou expressar emoções de forma automática; é um exercício consciente de atenção, presença e integração. Trata-se de acolher cada emoção — raiva, medo, tristeza, alegria — explorando o que ela nos revela sobre nós, sobre os outros e sobre o mundo. É a prática de transformar a experiência emocional em conhecimento vivo, permitindo que nossos sentimentos guiem decisões, relações e ações de forma autêntica.
No coração do trabalho emocional está a integração de corpo, mente e consciência: perceber como as emoções se manifestam fisicamente, entender sua origem biológica e reconhecer sua dimensão arquetípica ou transformadora. É, em última análise, a ponte entre o subjetivo e o coletivo, entre a consciência individual e o impacto no mundo.
Praticar trabalho emocional é, portanto, cultivar presença, empatia e poder criativo, tornando cada emoção um aliado na construção de vidas mais conscientes, conectadas e regenerativas.
TRABALHO EMOCIONAL
Coaching
Sou coach de trabalho emocional.
São sessões de 1h a 1,5h onde navegamos o corpo emocional a partir de uma situação que estamos a viver na nossa vida como por exemplo um conflito com @ parceir@, uma situação no trabalho ou na equipa, o luto porque terminou uma relação ou uma pessoa querida partiu, de um sintoma no corpo (e.g. dor nas costas, dor de cabeça) entre muitas outras situações.
São espaços de escuta e possibilidades para ouvirmos as nossas emoções e aprendermos a usar a sua energia para criar a vida que cada um de nós quer. Contribuição consciente no intervalo entre 70 a 160 eur (IVA incluído) para 1 sessão com 1 pessoa.
Testemunho
“No meu caso, com as minhas dúvidas existenciais, precisei muito de apoio e nas sessões com o Marco encontrei um espaço seguro para ser e sentir enquanto encontrávamos aquela clareza mágica. No fim eu estava sempre de volta ao momento presente, centrado e mais consciente. Muito bom! “
Treinos
Faço treinos em Trabalho Emocional, online (e.g. próxima edição em Fev.2026) e presenciais (e.g. ISEG, Funchal). Em Universidades, Escolas, Empresas, Comunidades, Estado, entre outras.
Presenciais:
Sessões de 1,5 a 4h semanais.
Programas de 1 a 3 dias.
Online: entre 6 a 12 sessões de 1,5h.
Testemunho
“O programa de empoderamento emocional, com o Marco, foi uma uma aprendizagem e tomada de consciência de enorme valor para as minhas relações pessoais e profissionais. Recomendo a participação, pela forma clara e organizada como o Marco partilhou estes conhecimentos e a relevância que têm para a prática regenerativa.”
Os meus serviços são em:
Trabalho Memético: Consultoria e Treinos (artigo, Jan.2026)
Trabalho de Equipas: Mentoria e Treinos (artigo de Fev.2026)
Trabalho Emocional: Coaching e Treinos (artigo de Dez.2025)
NATIVA | HEATH SESSION 12, 13 e 14 de DEZ, 2025
Com ALICE BRANDÃO (nutricionista) e MAURÌLIO BRANDÃO (médico), co-fundadores da Clínica VEDA, S. Paulo, Brazil
Workshop no sábado com YOGA e TERAPIA HORMONAL com Alice Brandão
Conversa com Maurílio Brandão sobre a CARREIRA de Profissional de Saúde
Workshop no domingo sobre NOVA MEDICINA GERMÂNICA com Maurílio Brandão
ALICE BRANDÃO
Convencional: Nutricionista
Complementar: Vegan/ Vegetariano, Yoga
MAURÌLIO BRANDÃO
Convencional: Médico de família
Complementar: Homeopata, Acupunturista, Nova Medicina Germânica
Para mais informações ver o link.
AGENDA (2025)
Dezembro
Grupo de Estudo do Livro (semanal as 3as feiras das 18h às 19h)
NATIVA HEALTH SESSIONS: 12 e 13 de Dez (Nutrição, Yoga, Terapia Hormonal e Nova Medicina Gernamica)
CBES Carcavelos::DIA ABERTO Saúde e Bem-Estar Carcavelos, 13.Dez (óleos essenciais)
CBES Carcavelos::DIA ABERTO Saúde e Bem-Estar Carcavelos, 27.Dez (propósito de vida)
Janeiro
Grupo de Estudo do Livro (semanal as 3as feiras das 18h às 19h)
CBES Carcavelos::DIA ABERTO Saúde e Bem-Estar Carcavelos, 10.Jan
NATIVA HEALTH SESSIONS: 23 e 24 de Jan acolhe CBES Carcavelos::DIA ABERTO Saúde e Bem-Estar Carcavelos, 24.Jan (DIA ABERTO na NATIVA)
Bambual Portugal apresenta Programa online de INTRODUÇÃO às Sociedades Regenerativas: 26, 27, 28 de Janeiro, 2, 3, 4 de Fevereiro
Fevereiro
Grupo de Estudo do Livro (semanal as 3as feiras das 18h às 19h)
Programa online de Empoderamento Emocional: 9, 11, 12, 23, 25, 26 de Fevereiro das 19h às 20h30



